sábado, 18 de setembro de 2010

Engenharia Química X Automação

Engenharia Química X Produção de Aminas


Etapas da Produção de Aminas

1. Injeção de óxido de etileno
2. Sistema de absorção
3. Reação
4. Purificação
5. Estocagem


CURIOSIDADES
Substâncias adquiridas a partir da Amina:

. MEA
. DEA
. TEA



DESCRIÇÃO MONOETANOLAMINA (MEA) é a mais simples das etanolaminas e é produzida pela reação de amônia com óxido de eteno. Reagindo-se MEA com óxido de eteno produz-se o DIETANOLAMINA (DEA) e a partir desta, adicionando-se mais óxido de eteno, chega-se a TRIETANOLAMINA (TEA). O esquema das reações de obtenção destes compostos e sua estrutura molecular são mostrados na
O H2C CH2 xido de eteno (EO) + NH3 Amônia HO-CH2-CH2-N MEA + H2C EO CH2 HO-CH2-CH2-N MEA H H CH2-CH2-OH HN CH2-CH2-OH DEA H2C EO H H
MONOETANOLAMINA, DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA são produtos pouco voláteis à temperatura ambiente, higroscópicos, de odor amoniacal, podendo apresentar-se na forma sólida ou líquida dependendo da temperatura e do grau de pureza. A OXITENO produz as seguintes etanolaminas:
Produtos MEA DEA DEA W TEA 99 TEA 99 W TEA 85 Descrição Química Monoetanolamina 99% Dietanolamina 99% Dietanolamina 99% em solução aquosa Trietanolamina 99% Trietanolamina 99% em solução aquosa Trietanolamina 85% Denominação INCI (CTFA)1 2 aminoethanol 2 ,2 imino dibis (2 hydroxyethyl) aminoethanol 2 ,2 imino dibis(2 hydroxyethyl) aminoethanol 2 ,2',2" nitrilotriethanol 2 ,2',2" nitrilotriethanol 2 ,2',2" nitrilotriethanol Denominação e n CAS2 Ethanol-2-amino, 141-43-5 Ethanol,2,2,iminodi, bis (2- hydroxyethyl) amine, 111-42-2 Ethanol,2,2,iminodi, bis (2- hydroxyethyl) amine, 111-42-2 Ethanol, 2,2 ,2 -nitrilotri, 102-71-6 Ethanol, 2,2 ,2 -nitrilotri, 102-71-6 Ethanol, 2,2 ,2 -nitrilotri, 102-71-6
A DIETANOLAMINA W e a TRIETANOLAMINA 99 W, referem-se aos produtos DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA 99 aditivados para facilitar seu manuseio, de modo a redu8zir o risco de sua solidificação em equipamentos e tubulações que não sejam dotados de aquecimento e isolamento térmico.
1 2
CTFA: Cosmetic, Toiletry and Fragance Association; INCI: International Nomenclature Cosmetic Ingredient CAS: Chemical Abstracts Society
O
O + CH2 HN DEA
CH2-CH2-OH HO-CH2-CH2- N CH2-CH2-OH TEA
CH2-CH2-OH CH2-CH2-OH
Esquema de formação de etanolaminas
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Boletim Técnico ETANOLAMINAS
CG02 08/00
APLICAÇÕES Detergentes MONOETANOLAMINA, DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA são indicados como componentes em formulações de detergentes para lavagem de roupas e louças, desengraxantes, detergentes multifuncionais e desinfetantes. TRIETANOLAMINA é recomendada como agente alcalinizante do ácido dodecilbenzeno sulfônico, resultando na formação de um sal orgânico mais solúvel em água do que o ácido sulfônico neutralizado com hidróxido de sódio, proporcionando a obtenção de detergentes líquidos para lavagem manual de louças com menor ponto de turvação e maior estabilidade, tornando desnecessária a utilização de hidrótropos como a uréia. TRIETANOLAMINA pode ainda ser utilizada como alcalinizante de ácidos graxos de cadeia longa, tais como ácidos láurico, ricinoleico, oleico e esteárico, formando sabões de TRIETANOLAMINA, solúveis em água, com função emulsionante em formulações de detergentes líquidos à base de sabão e em desinfetantes transparentes à base de óleo de pinho, proporcionando efeito blooming quando o desinfetante é diluído em água. Por tratar-se de uma base fraca, a TRIETANOLAMINA pode ser empregada como alcalinizante em xampus automotivos, ceras polidoras, detergentes desengraxantes não corrosivos, detergentes líquidos para lavagem de roupas e limpadores multifuncionais. MONOETANOLAMINA e DIETANOLAMINA podem ainda ser empregadas como alcalinizantes em formulações de xampus automotivos, desengraxantes em geral, removedores de ceras e como agente inibidor de corrosão. Defensivos agrícolas MONOETANOLAMINA, DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA são utilizadas como agentes neutralizantes de emulsionantes aniônicos. DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA podem ser empregadas na preparação de compostos para agricultura obtidos a partir do ácido 2,4D (2,4 dicloro fenoxiacético) e a DIETANOLAMINA na síntese do glifosato. Tratamento de gases As etanolaminas podem ser utilizadas para tratamento de gases naturais e gás residual de petróleo na absorção do dióxido de carbono. Em sistema de gases contendo dióxido de carbono, a MONOETANOLAMINA pode ser utilizada como absorvedor seletivo, sendo importante na produção de amônia, dióxido de carbono líquido e gelo seco permitindo sua regeneração. DIETANOLAMINA é recomendada para o tratamento de vapores contendo alto teor de ácido sulfídrico. Aditivos para cimento As etanolaminas são utilizadas como auxiliares de moagem de cimento. TRIETANOLAMINA atua como agente acelerador da velocidade de endurecimento de concreto em baixas concentrações e retardador de endurecimento quando aplicada em altas concentrações. Outras aplicações MONOETANOLAMINA e DIETANOLAMINA são recomendadas como intermediários de síntese para reação com ácido graxo ou óleo de coco com o fim de fabricar as correspondentes alcanolamidas (linhas ALKOLAN PK e ALKOLAN CO), cujas propriedades possibilitam sua utilização em vários segmentos industriais tais como detergentes, óleos lubrificantes, produtos para higiene e toucador, flotação de minérios, etc. As etanolaminas também podem ser utilizadas na formulação de produtos farmacêuticos, de agentes de dispersão de colas, gomas, látex e reveladores fotográficos, como acelerador de vulcanização de borracha, como inibidor de corrosão, controlador de pH, intermediário de síntese, agente umectante de lacas, tintas, ceras e polidores, agente polimerizante e catalisador para resinas poliuretânicas.
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Boletim Técnico ETANOLAMINAS
CG02 08/00
PROPRIEDADES INFORMATIVAS(1)
MEA Aparência a 25 C Cor Pt-Co a 25 C Material em suspensão Densidade (30/20 C) ou 20/20 C mín. máx. Máximo teor de água (%p) Ponto de congelamento ( C) Peso equivalente mín. máx. Pureza (%p) Monoetanolamina (%p) Dietanolamina (%p) Trietanolamina (%p) Ferro (ppm) 61,0 62,5 99,2 mín. 104,0 106,0 98,5 mín. 1,0 máx. 1,0 máx. 84,0 mín. 85,0 mín. 0,5 máx. 15 máx. 99,0 mín. 2 máx. 2 máx. 91,0 mín. 1,017 1,021 0,1 10 (1,090) (1,095) 0,1 28 1,090 1,100 15 2 1,122 1,130 0,2 0 1,124 1,127 0,2 21 1,124 1,128 8,0 8 - 14 líquido 15 máx. SL3 DEA sólido 15 máx. SL DEA W líquido 15 máx. SL TEA 85 líquido 50 máx. SL TEA 99 líquido 75 máx. SL TEA 99 W líquido 75 máx. SL
NOTAS: (1) As propriedades descritas acima têm apenas caráter informativo e podem ser alteradas sem prévio aviso. Caso necessário, consultar a especificação vigente do produto ou entrar em contato com a OXITENO.
PROPRIEDADES DOS COMPOSTOS PUROS
MEA Peso molecular Ponto de ebulição ( C) Pressão de vapor a 20 C Ponto de fulgor em vaso aberto ( C) Ponto de congelamento ( C) Calor latente de vaporização a 760 mmHg (cal/g) Índice de refração, N20/D
1
DEA 105,14 2691 150 0,01 138 28,0 157,8 1,4776
TEA 149,19 360 208 0,01 190 21,2 127,7 1,4852
61,08 a 760 mmHg a 10 mmHg 170,5 69 0,4 93 10,5 197,2 1,4539
Ocorre decomposição
MANUSEIO E ARMAZENAMENTO MONOETANOLAMINA, DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA e suas soluções concentradas são irritantes quando em contato com a pele e os olhos. Contato prolongado com a pele pode causar irritação local e possível queimadura química. Vapores e aerosóis, produzidos por aquecimento ou por movimentação violenta podem causar irritação das vias respiratórias.
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SL = substancialmente livre
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Recomenda-se, para manuseio dos produtos, a utilização de equipamentos de proteção individual como luvas de borracha ou PVC, avental de PVC e óculos de segurança. Em caso de exposição a altas concentrações, usar máscaras apropriadas para vapores orgânicos. Em caso de contato acidental, agir da seguinte maneira : olhos: lavar imediatamente com água corrente por, no mínimo, 15 minutos; pele: lavar as partes atingidas com grande quantidade de água e retirar as vestes contaminadas; ingestão: procurar auxílio médico. Recomenda-se o armazenamento de MONOETANOLAMINA, DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA, a granel, em tanques de aço inoxidável 316 ou 304, ou a utilização de tanques de aço carbono revestidos com polietileno de alta densidade (PEAD). Os tanques devem ser providos de serpentina para aquecimento com água quente ou vapor, a fim de manter os produtos à temperatura acima de seu ponto de solidificação. O armazenamento em tanque de aço carbono sem revestimento pode comprometer a cor do produto, tornando-o amarelado em função da contaminação por ferro. As tubulações podem ser de aço carbono ou aço inoxidável. Tanques revestidos com resina epoxi reforçada com fibra de vidro podem ser atacados devido a alcalinidade da amina. Tanques de polietileno trazem dificuldade de manuseio nos casos da DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA 99, que necessitam de aquecimento durante o armazenamento e manuseio. Sendo produtos higroscópicos recomenda-se prover os tanques de armazenamento de uma atmosfera inerte, como de nitrogênio, reduzindo-se a absorção de água e também evitando seu escurecimento por contato com o ar. Sendo combustíveis, devem ser protegidas de fontes de ignição tais como chamas abertas, superfícies aquecidas, descargas elétricas, etc. Os agentes extintores são água, pó químico seco, dióxido de carbono e espuma. A exposição à luz deve ser evitada, pois pode tornar os produtos ligeiramente amarelados. Cobre e suas ligas, como latão, não devem ser utilizados nos equipamentos de armazenamento e transferência uma vez que formam sais complexos com MONOETANOLAMINA, DIETANOLAMINA e TRIETANOLAMINA, tornando os produtos ligeiramente azulados. TRIETANOLAMINA é um produto químico controlado pelo Ministério do Exército Brasileiro sendo, portanto, necessário obter registro junto a este órgão, previamente à sua comercialização e utilização. Os prazos de validade dos produtos relacionados a seguir, são contados a partir da data de fabricação e são garantidos desde que mantidos na embalagem original e estocados em condições adequadas. O principal requisito de qualidade que se relaciona ao prazo de validade do produto é a cor, que pode tornar-se amarela após o prazo estipulado.
Produtos MEA DEA DEA W TEA 99 TEA 99 W TEA 85 Prazo de validade (meses) 9 6 9 9 9 6
EMBALAGEM A linha ETANOLAMINAS é fornecida em tambores metálicos com capacidade de 208 L de capacidade de produto e a granel.
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Boletim Técnico ETANOLAMINAS
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AVISO AOS USUÁRIOS Este Boletim Informativo contém informações apresentadas de boa-fé e fundamentadas no melhor conhecimento atual da Oxiteno sobre o assunto. As informações têm valor apenas indicativo. Quaisquer informações comentadas, inclusive as sugestões de condições de uso dos produtos da Oxiteno, não devem substituir ensaios e verificações experimentais que são indispensáveis para assegurar a adequação do produto a cada aplicação específica. Também é de responsabilidade do formulador final respeitar a legislação local e obter todas as autorizações necessárias. Ao manusear o produto, é imprescindível consultar a ficha de segurança, obtida por meio dos canais de atendimento.
As sugestões de condições de uso dos nossos produtos são meramente indicativas. As informações e condições contidas nesta literatura são prestadas segundo os conhecimentos atuais. A OXITENO coloca-se à disposição para complementar detalhes através de consulta direta.
ATENDIMENTO A CLIENTES VENDAS TELEFONE: (0xx11) 3177-6102 FAX: (0xx11) 3177-6633/3284-2501/289-1679 e-mail: oxiteno@oxiteno.com.br gedea@oxiteno.com.br





Papel do Engenheiro Químico na produção de Aminas:

* Controle Estatístico de processo;
* Acompanhamento do consumo específico de vapor;
* Relatórios técnicos de testes realiza;
* Relatórios mensais;
* PMP – Proposição de modificação de projeto;
* Proposta de acompanhamento de aumento da capacidade de produção;
* Hazop – acompanhamento das modificações propostas no Hazop.


O engenheiro está sempre em busca de melhorias no processo produtivo de uma planta, visando economizar energia e conseqüentemente reduzir custos.

Engenharia Química X Petróleo e Gás

Engenharia Química X Minas

Engenharia Química X Ambiental

A engenharia química é um ramo que combina conhecimentos de química, biologia, física e matemática para projetar, construir, e operar plantas químicas de matérias-primas em produtos finais através de processos químicos, biológicos ou físicos, chamados operações unitárias.
Áreas de atuação =>iNDÚSTRIA QUÍMICA(EX:Aromatizantes e Aditivos alimentares, Açúcar e do Amido, Agroquímicas; Bebidas; Cerâmica, Cimento e Vidro; Farmacêutica; Fermentação (álcool, cerveja, lácteos, etc.), Perfumes, Sabões e Detergentes, Fertilizantes, Nucleares, Polpa de celulose e Papel; Plásticos.) INDÚSTRIA PETROQUÍMICA (EX:Processamento e Refino do Petróleo, Petroquímica incluindo Gás Natural e Carvão, Alimentos, Tintas.)
Engenharia Ambiental: =>Engenharia voltada para o desenvolvimento econômico sustentável. =>Preservar a qualidade da água, do ar e do solo. =>Elabora e executa planos, programas e projetos de gerenciamento de recursos hídricos.
Áreas de atuação (ENGENHARIA AMBIENTAL): =>Conservação e recuperação de áreas degradadas =>Setor público: prefeituras, órgãos do meio ambiente (IBAMA) e empresas estatais. =>Controle de poluição =>Usinas termoelétricas, indústrias de base e obras de infra estrutura.
Áreas de atuação(ENGENHARIA AMBIENTAL): =>Exploração de petróleo Setor privado: departamento de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias. =>Serviços de construtoras Empresas de consultoria e auditoria ambiental.
PONTOS EM COMUM: =>Desenvolver tecnologias que contribuam para a redução do impacto ambiental =>Planos de escoamento para produtos químicos utilizados no meio agrícola.
ENTREVISTA: Gustavo Martins formou-se em Engenharia Química pela UFRJ. Durante a faculdade estagiou numa empresa Junior - composta por alunos e gerenciada por professores - que oferecia projetos e serviços para pequenos clientes. Foi nesse trabalho que percebeu sua insatisfação com o curso de Engenharia Química e pensou em abandoná-lo. Fez novo teste vocacional e foi, então, apresentado à Engenharia Ambiental, que é uma ramificação da Engenharia Química. Assim, ao descobrir a área onde realmente gostaria de atuar, correu atrás! Entrou em uma monitoria de Meio Ambiente, no próprio curso de Engenharia Química, fez contato com os professores, conseguindo estágio numa empresa de tratamento de esgoto –Tecnipar - na área de licenciamento de empreendimentos perante à FEEMA. Ao se graduar, mudou para a Enviro-Chemie, uma empresa alemã de tratamento de efluentes. Depois de um ano, mudou de ramo, para ampliar o leque de experiências e conhecimentos sobre Meio Ambiente, indo trabalhar com petróleo e gás, na Sinopec, uma empresa chinesa com tamanho relativo ao da Petrobrás. Lá lidou com QSMS (Qualidade, Saúde, Meio Ambiente e Segurança). Dois meses depois, recebeu uma proposta da FIOCRUZ, onde está há seis meses como gerente de resíduos perigosos, gerados pelas unidades da empresa no Rio de Janeiro. Simultaneamente, faz pós-graduação em Engenharia Sanitária e Ambiental na UERJ. Por que você escolheu a Engenharia Química? Bom, eu escolhi exatamente nos 45 minutos do 2º tempo. No meu terceiro ano, conversei com vários profissionais de diversas áreas, passando por economia, medicina e cinema. Realizei diversas visitas a faculdades, nas quais percebi definitivamente que a minha área não era saúde. Fiz mais de um teste vocacional, cujos resultados sempre foram muito abrangentes. No último dia para minha inscrição na UFRJ, eu sentei, li sobre todos os cursos, levei em conta as matérias que eu gostava e escolhi, com bastante incerteza, por gostar muito de química e da área de exatas, o curso de Engenharia Química. Sabia que, após o término, com todo o conhecimento adquirido, eu poderia trabalhar na área de engenharia química ou de administração e economia, fazendo um MBA. Você fez pós-graduação em meio ambiente. Existe afinidade de matérias? O que levou você para esse caminho? A graduação em engenharia química me deu uma grande base para trabalhar em meio ambiente, especialmente porque toda a parte de tratamento de resíduos e efluentes envolve uma compreensão de processos físicos, químicos e biológicos que são bem detalhados no curso de engenharia química. Também foi importante, pois a engenharia química engloba a produção da poluição seja ela atmosférica, sólida ou líquida e o seu tratamento, e todo esse conhecimento é utilizado na área de meio ambiente e no meu trabalho. O que faz o engenheiro químico e onde pode trabalhar? O engenheiro químico faz muitas coisas. A própria engenharia química é muito abrangente. Basicamente, eu poderia descrever que o engenheiro químico controla produções das mais básicas às mais refinadas em uma indústria. Porém, seria restringir muito o leque de atuação dessa carreira. O engenheiro químico pode trabalhar em indústrias químicas, na área de petróleo, na área de polímeros, na área de cosméticos, na área de alimentos, na área de farmacêuticos, na área de meio ambiente, na área de equipamentos, na área de venda de equipamentos específicos em engenharia, na prestação de serviços técnicos, inclusive pode trabalhar em pesquisas de novas tecnologias e/ou produtos.
LINK DOS VÍDEOS  http://www.youtube.com/watch?v=KxRFa_YcEv0&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=rxEpTijcClE

Engenharia Química X Segurança

O que é Engenharia?
   
    A engenharia é o conjunto de conhecimentos e técnicas cientistas aplicadas, que se dedica à resolução ou optimização dos problemas que afectam directamente à humanidade.
    Nela, o conhecimento, manejo e domínio das matemáticas e física, obtido mediante estudo, experiência e prática, se aplica com julgamento para desenvolver formas eficientes de utilizar os materiais e as forças da natureza para benefício da humanidade e do ambiente. 

Engenharia Química



A Engenharia Química desempenha um papel fundamental no desenho, manutenção, avaliação, otimização, simulação, planejamento, construção e operação de plantas na indústria de processos, que é aquela relacionada com a produção de compostos e produtos cuja elaboração requer de sofisticadas transformações físicas e químicos da matéria.
A engenharia química também se enfoca ao desenho de novos materiais e tecnologias, é uma forma importante de investigação e de desenvolvimento. Ademais é líder no campo ambiental, já que contribui ao desenho de processos ambientalmente amigáveis e processos para a descontaminação do médio ambiente. A engenharia química implica em grande parte o desenho e a manutenção dos processos químicos para a fabricação a grande escala. Empregam aos engenheiros químicos (ao igual que os engenheiros de petróleo ainda que em menor medida) neste ramo geralmente baixo título de "engenheiro de processo". O desenvolvimento dos processos a grande escala característicos de economias industrializadas é uma façanha da engenharia química, não da química em sua mais pura expressão. De fato, os engenheiros químicos são responsáveis pela disponibilidade dos materiais de alta qualidade modernos que são essenciais para fazer funcionar uma economia industrial.
Por outro lado, a química é a ciência que estuda (a escala laboratório)a matéria, suas mudanças e a energia envolvida. A importância radica em que todo o que nos rodeia é matéria. O engenheiro químico participa de uma maneira importante no relacionado ao desenho e a administração de todo o processo químico a escala industrial que permite satisfazer uma necessidade partindo de matérias primas até pôr nas mãos do consumidor um produto final.
A presença do profissional da engenharia química podemo-la ver em áreas tais como a produção, controle de processos, controle de qualidade, segurança industrial, apoio técnico-legal, segurança e higiene, alimentos, cosmético e ecologia em onde propõe, desenha, constrói, opera e controla unidades para diminuir o impacto contaminante das atividades humanas.

Tarefas do Engenheiro Químico

    Os Engenheiros Químicos estão envolvidos em todas as atividades que se relacionem com o processamento de matérias primas (de origem animal, vegetal ou mineral) que tenham como fim obter produtos de maior valor e utilidade. Portanto, podem desenvolver suas atividades em:
  • Plantas industriais / Empresas Produtivas
  • Empresas de construção e/ou montagem de plantas e equipas
  • Empresas provedoras de serviços técnicos (consultoria, controle de qualidade, manutenção, etc.)
  • Instituições de educação superior
  • Centros de Investigação e Desenvolvimento (Industriais / Acadêmicos)

Aplicações

    As aplicações que pode realizar um Engenheiro Químico são variadas; podem mencionar-se as seguintes a modo de exemplo:
  • Estudos Técnico-Econômicos
  • Especificação / Desenho de equipamentos e processos
  • Construção / Montagem de equipamentos e plantas Controle de Produção / Operação de Plantas Industriais
  • Gerencia e Administração
  • Controle de Qualidade de Produtos
  • Compras e Comercialização
  • Vendas Técnicas
  • Controle Ambiental
  • Investigação e Desenvolvimento de Produtos e Processos
  • Capacitação de Recursos Humanos

 

Setores Industriais

    Entre os setores industriais mais importantes que empregam a profissionais da Engenharia Química se encontram:
  • Indústria Química / Petroquímica
  • Gás e Petróleo / Refinarias
  • Alimentos e Bebidas / Biotecnologia
  • Siderúrgica / Metalúrgica / Automotriz
  • Materiais / Polímeros / Plásticos
  • Geração de energia
  • Outras (Farmacêutica, Têxtil, Celulose, Mineira, etc.)

O que é a Segurança do Trabalho? 


    Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.
    A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.



Engenheiro de Segurança
 

    O engenheiro de segurança do trabalho tem a função de assegurar que o trabalhador não corra risco de acidentes em sua atividade profissional,sejam eles danos físicos ou psicológicos.Esse profissional administra e fiscaliza a segurança no meio industrial,organiza programas de prevenção de acidentes,elabora planos de prevenção de riscos ambientais,faz inspeções e emite laudos técnicos.Assessora empresas em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho,examinando instalações e os materiais utilizados pelo trabalhador.Orienta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes(CIPA) das companhias e dá instruções aos funcionários sobre o uso de equipamentos de proteção individual.Pode, ainda, ministrar palestras e treinamentos e implementar programas de meio ambiente e ecologia. 



Principais funções do Engenheiro de Segurança do Trabalho

  • assessora empresas industriais e de outro gênero em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando locais e condições de trabalho, instalações em geral e material, métodos e processos de fabricação adotados pelo trabalhador, para determinar as necessidades dessas empresas no campo da prevenção de acidentes;
  • inspeciona estabelecimentos fabris, comerciais e de outro gênero, verificando se existem riscos de incêndios, desmoronamentos ou outros perigos, para fornecer indicações quanto às precauções a serem tomadas;
  • promove a aplicação de dispositivos especiais de segurança, como óculos de proteção, cintos de segurança, vestuário especial, máscara e outros, determinando aspectos técnicos funcionais e demais características
  • adapta os recursos técnicos e humanos, estudando a adequação da máquina ao homem e do homem à máquina, para proporcionar maior segurança ao trabalhador;
  • executa campanhas educativas sobre prevenção de acidentes, organizando palestras e divulgações nos meios de comunicação, distribuindo publicações e outro material informativo, para conscientizar os trabalhadores e o público, em geral;
  • estuda as ocupações encontradas num estabelecimento fabril, comercial ou de outro gênero, analisando suas características, para avaliar a insalubridade ou periculosidade de tarefas ou operações ligadas à execução do trabalho;
  • realiza estudos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais, consultando técnicos de diversos campos, bibliografia especializada, visitando fábricas e outros estabelecimentos, para determinar as causas desses acidentes e elaborar recomendações de segurança.

Condições Impróprias na Indústria

Condições inseguras nos locais de serviço são aquelas que compreendem a segurança do trabalhador. São as falhas, os defeitos, irregularidades técnicas e carência de dispositivos de segurança que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas e a própria segurança das instalações e equipamentos.
Convém ter em mente que estas não devem ser confundidas com os riscos inerentes a certas operações industriais. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvam eletricidade, aparelhos ou instalações elétricas, a eletricidade não pode ser considerada uma condição insegura por ser perigosa. Instalações mal feitas, ou improvisadas, fios expostos, etc., são condições inseguras, a energia elétrica em si não.
Abaixo alguns exemplos de condições inseguras mais comumente conhecidas:
Falta de proteção em máquinas e equipamentos
Deficiência de maquinário e ferramental
Passagens perigosas
Instalações elétricas inadequadas ou defeituosas
Falta de equipamento de proteção individual
Nível de ruído elevado
Proteções inadequadas ou defeituosas
Má arrumação/falta de limpeza
Defeitos nas edificações
Iluminação inadequada
Piso danificado

Acidentes Químicos

    Os acidentes envolvendo substâncias perigosas nas atividades de transporte, armazenamento e produção industrial de produtos químicos constituem um sério risco à saúde e ao meio ambiente. Objetiva-se discutir, no âmbito da saúde pública, alguns dos desafios que esses tipos de acidentes colocam, principalmente para os países de economia periférica. Através da combinação de informações quantitativas e qualitativas, foram definidos e caracterizados esses tipos de acidentes e seus diversos riscos. Esses acidentes têm se apresentado com a maior gravidade nos países de economia periférica, embora a maioria deles venha ocorrendo sem o adequado registro de informações básicas para a avaliação e vigilância, como é demonstrado no caso do Rio de Janeiro (Brasil). Além da tarefa de se avaliar as conseqüências de eventos, por vezes extremamente complexos, coloca-se também, a de formular estratégias de controle e prevenção em realidades sociais que configuram um terreno fértil para a ocorrência e agravamento dos mesmos.

nPrincipais motivos dos Acidentes Químicos na Indústria:
  • Vazamentos 
                         » Gases Tóxicos. EX: Cloro, Amônia e Sulfeto de Hidrogênio, etc.
                    » Substâncias Ácidas. EX: Ácido Sulfúrico, Ácido Clorídrico, Ácido Nítrico, etc.
  • nArmazenamento
  • nTransporte
  • nProcesso Químico
  • nDescarte 

Vídeos associados:

Engenharia Química X Produção

Vamos fazer um paralelismo entre as duas engenharias e para isso o grupo buscou um exemplo que mostra de uma maneira bem didática esse paralelismo.o exemplo no qual tomamos como base foi a produção de plástico verde que tem a Braskem como empresa criadora desse projeto,então mostraremos a participação de cada engenharia nesse processo de obtenção do polietileno verde e para isso vamos falar primeiro um pouco sobre cada engenharia: Engenharia química é um ramo da engenharia que combina conhecimentos de química, biologia , física e matemática para projetar, construir, e operar plantas químicas de matérias-primas em produtos finais através de processos químicos, biológicos ou físicos, chamados de Operações Unitárias. Os projetos de engenharia química são baseados em três leis fundamentais: conservação de massa, conservação de energia e conservação de quantidade de movimento. A Transferência de massa e a Transferência de calor entre os processos são determinados através da aplicação das leis fundamentais da Física. Na aplicação de tais leis os engenheiros químicos utilizam os princípios da Termodinâmica, cinética química e fenômenos de transporte.
Como deve ser o perfil de um engenheiro químico? O Engenheiro Químico deve ser um profissional apto a aperfeiçoar e elaborar novos métodos para fabricação de produtos químicos e outros produtos sujeitos a tratamento químico, projetar e controlar a construção, a montagem e o funcionamento de instalação e fábricas onde se realiza o preparo ou o tratamento químico, realizar investigações com o objetivo de verificar as diferentes etapas operacionais, as possibilidades de produção para fins comerciais e a maneira pela qual se podem reduzir os custos de produção e conseguir um melhor controle de qualidade, fiscalizar a montagem de instalações novas ou modificações de instalações já existentes, e inspecionar e coordenar atividades dos trabalhadores encarregados dos equipamentos e sistemas químicos.
Agora falaremos um pouco da engenharia de produção: Engenharia de produção (também conhecida por engenharia de produção industrial, engenharia de gestão industrial ou engenharia industrial) dedica-se à concepção, melhoria e implementação de sistemas que envolvem pessoas, materiais, informações, equipamentos, energia e o ambiente. Ela é uma engenharia que está associada às engenharias tradicionais sendo mais abrangente e genérica e englobando um conjunto maior de conhecimentos e habilidades, para que utilizando-se desse conhecimento especializado em matemática, física e ciências sociais, em conjunto com análise e projeto de engenharia, ela possa especificar, prever e avaliar os resultados obtidos por tais sistemas. De modo geral, a Engenharia de Produção, ao enfatizar as dimensões do produto e do sistema produtivo, encontra-se com as idéias de projetar produtos, viabilizar produtos, projetar sistemas produtivos, viabilizar sistemas produtivos, planejar a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza. Essas atividades, tratadas em profundidade e de forma integrada por esta engenharia, são de grande importância para a elevação da competitividade do país.
Agora que já falamos sobre cada engenharia podemos então começar a discutir a produção de plástico verde que mostrará como cada profissão intervêm no processo,faremos uma introdução sobre esse projeto elaborado pela Braskem: A primeira fábrica produtora de "plástico verde" da Braskem iniciará suas atividades em meados de agosto, com sua produção de 200 mil toneladas anuais praticamente comercializada. A afirmação é do vice-presidente de petroquímicos básicos da empresa, Manoel Carnaúba. Segundo ele, a planta que utilizará etanol de cana-de-açúcar para produzir o plástico verde já está recebendo etanol por via ferroviária para testar os mecanismos de recebimento construídos na unidade industrial. "Fizemos um teste com a entrega de 15 vagões de etanol de nossos fornecedores por via férrea e o nosso mecanismo de recebimento funcionou perfeitamente", disse Carnaúba.
A fábrica, localizada em Triunfo, no Rio Grande do Sul, vai receber 40% do etanol de cana utilizada na produção do plástico verde por rede ferroviária. "Outros 40% virão por via marítima e apenas 20% por rede rodoviária", explica. Entre os principais fornecedores de etanol da Braskem estão a Cosan, a ETH e mais dez fornecedores menores localizados nos estados do Paraná e São Paulo. A empresa precisará de 450 milhões de litros de etanol por ano. Orçada em R$ 500 milhões, a planta utilizará o etanol de cana na produção de eteno, matéria-prima do polietileno verde, mais conhecido como plástico verde. Antes mesmo de entrar em operação, a empresa já tem acordos de fornecimento fechados com empresas do porte da Natura, Estrela, Johnson & Johnson, Tetra Pak, Cromex e Acinplas, além do mercado internacional. "Existe uma demanda grande pelo produto renovável e a produção que ainda não está direcionada por acordos específicos já possui mercado identificado", explica.
No início de julho, a planta de Triunfo obteve a licença de operação definitiva concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), o que permite o início das operações da indústria. "Esta licença é uma garantia que a planta foi inspecionada pela fundação e de que ela está de acordo com o projeto original", afirma Carnaúba. Segundo o executivo, a planta de plástico verde ficou pronta 60 dias antes do esperado porque muitos fornecedores de máquinas e equipamentos adiantaram a entrega das peças, o que permitiu que o início das atividades fosse antecipado de outubro para agosto de 2010.
O polietileno é resultado de um processo de polimerização equivalente aos processos já conhecidos e dominados, tendo como grande diferencial a obtenção do eteno, produzido por desidratação do etanol da cana-de-açúcar. Através desta tecnologia, foi possível integrar a alta experiência e competitividade do Brasil no setor sucroalcooleiro com o know-how da Braskem no desenvolvimento e na produção de resinas termoplásticas. O processo de obtenção de eteno a partir de etanol proveniente de fonte renovável ocorre através da desidratação do álcool na presença de catalisadores. Os contaminantes gerados no processo devem ser removidos através de sistemas apropriados de purificação sendo estes o grande salto tecnológico que a Braskem desenvolveu. Como sub-produto, é gerada água que pode ser reutilizada em diferentes etapas agrícolas ou do processo industrial. O eteno possui pureza adequada para qualquer processo de polimerização e permite a obtenção de qualquer tipo de polietileno.
Diante dos conceitos apresentados podemos agora fazer o jogo de profissão mostrando como cada engenharia entra nos procedimentos desse produto.observe que para promover tudo isto foi feito uma serie de planejamentos de como ia acontecer o processo,quais equipamentos seriam usados,qual a matéria prima seria usada,cálculos para que tudo seja mais econômico,planejamentos de compra e venda,então tudo isso é feito com participação da engenharia de produção,já o engenheiro químico ele se encarrega do processo químico por exemplo:para obter o eteno é preciso usar catalisadores para desidratar o etanol para que através desse eteno se produza o plástico. Concluímos que nesse processo de produção do plástico verde foi possível enxergar a participação de cada uma dessas profissões desde a produção até a venda do produto,observe que cadê engenheiro tem papeis importantíssimo dentro da industria nesse caso abordado,mas poderia ser em qualquer outro ambiente de trabalho.
Áreas de Atuação do Engenheiro Químico e do Engenheiro de Produção Diferenças: O Engenheiro de Produção atua no planejamento e na organização da produção. O objetivo é aperfeiçoar a produtividade e melhorar a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Já o Engenheiro Químico, a sua área de atuação também é bem ampla, mas ele trabalha com processos físicos e químicos, relacionados com a elaboração de produtos. Desta forma o Engenheiro Químico pode atuar em indústrias químicas, petroquímicas, alimentícias, têxteis, farmacêuticas, de cosméticos, plásticos e dentre tantas outras. E, além disso, este profissional pode trabalhar em consultoria e projetos. Semelhanças: Tanto o Engenheiro Químico, quanto o Engenheiro de Produção, os dois podem também trabalhar na parte de administração e economia, porque na formação do Engenheiro Químico e do Engenheiro de produção inclui também conhecimentos técnicos com visão de negócios. Porém o Engenheiro de Produção estuda administração e economia de maneira mais aprofundada, aprende gestão de negócios, gestão financeira, entre outros. O Engenheiro Químico ele também aprende administração e economia, mas de maneira mais restrita.